Crédito da Foto: RAUL BARETTA SANTOS/FC
O Santos entrará em campo contra o São Paulo, nesta sexta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, sem a marca de um patrocinador máster estampada na camisa. O clube decidiu suspender temporariamente a parceria com a Novibet após a publicação da medida provisória que determinou mudanças nas regras para empresas de apostas no Brasil.
Apesar da suspensão das ações de marketing e da retirada da marca das propriedades do clube, o contrato entre Santos e Novibet continua vigente. A exposição da empresa poderá ser retomada posteriormente, dependendo dos desdobramentos da nova determinação.
Com a decisão, o Santos se tornou o primeiro clube do futebol brasileiro a suspender a exposição de uma patrocinadora do segmento após a publicação da medida.
Segundo informações do Estadão, o clube interrompeu as ações de marketing relacionadas à Novibet, incluindo a presença da empresa no uniforme. A diretoria santista também não descarta buscar um novo parceiro para ocupar temporariamente o espaço destinado ao patrocínio máster.
O acordo entre Santos e Novibet foi firmado em fevereiro deste ano e tem duração prevista de três anos. O contrato estabelece R$ 35 milhões anuais em valores fixos, além de uma parcela variável vinculada ao desempenho da plataforma entre os torcedores do clube.
Pelo acordo, o Santos também teria direito a 25% do faturamento gerado por novos usuários santistas na plataforma. A estimativa inicial apontava para um potencial de aproximadamente R$ 50 milhões adicionais por temporada, o que poderia elevar o valor total do contrato a cerca de R$ 85 milhões por ano, além de bonificações relacionadas a metas esportivas.
A Novibet também possuía uma ação específica no uniforme, com a inserção da letra "N" associada à marca no nome dos jogadores. A iniciativa, que alcançava atletas como Neymar, também foi interrompida.
Prazo para os clubes
A nova determinação estabelece que os clubes brasileiros têm até 5 de outubro para retirar de suas propriedades materiais publicitários e sinais de patrocínio relacionados às casas de apostas atingidas pelas novas regras.
A mudança deve provocar ajustes nos contratos de marketing de diversas equipes. Antes da publicação da medida, clubes e entidades do futebol brasileiro já haviam manifestado preocupação com possíveis impactos financeiros provocados por alterações no mercado de apostas.
Em setembro, clubes e federações divulgaram um manifesto em defesa da manutenção do mercado regulado. No documento, as entidades destacaram a importância das empresas autorizadas para as receitas do futebol e defenderam medidas de fiscalização e proteção aos apostadores.
Enquanto os clubes ajustam seus contratos, o governo de Minas Gerais anunciou R$ 32 milhões em recursos de publicidade e patrocínio para América-MG, Atlético-MG e Cruzeiro, por meio das estatais Cemig e Codemig. O Atlético-MG e o Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, enquanto o América-MG terá R$ 2 milhões.
No Flamengo, que possui um dos maiores contratos de patrocínio máster do futebol brasileiro com a Betano, o presidente Luiz Eduardo Baptista afirmou que o clube não deve buscar outro parceiro para substituir a empresa.









