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O Flamengo manifestou indignação com os atos de vandalismo registrados no Maracanã após a partida entre Vasco e Boca Juniors, disputada na terça-feira (20), pela Copa Sul-Americana. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (21), o clube denunciou os estragos atribuídos a torcedores vascaínos e demonstrou preocupação com a recuperação do estádio para o compromisso decisivo contra o Estudiantes, pela Copa Libertadores.
Antes do confronto entre Vasco e Boca Juniors, o Flamengo já havia recorrido ao Ministério Público e à Justiça do Rio de Janeiro para tentar impedir a utilização do Maracanã pelo rival. O estádio é administrado pelo Consórcio Maracanã, formado por Flamengo e Fluminense.
Após a derrota do Vasco por 3 a 1, torcedores organizados foram ao local durante a madrugada para registrar os danos. De acordo com o Flamengo, centenas de cadeiras foram quebradas, além de avarias em banheiros, bares, bebedouros, pias, vasos sanitários, rampas de acesso e sinalização.
O valor total dos prejuízos ainda está sendo levantado. Imagens dos estragos também foram divulgadas pelo clube rubro-negro.
Flamengo cobra recuperação do estádio
Em nota oficial, o Flamengo informou que recebeu, na manhã desta quarta-feira, um comunicado do Consórcio Maracanã detalhando a extensão dos danos provocados após o jogo válido pela competição continental.
O clube classificou os episódios como graves atos de vandalismo e criticou o comportamento dos torcedores envolvidos.
Segundo o posicionamento rubro-negro, os responsáveis demonstraram desrespeito ao patrimônio de um dos estádios mais tradicionais do futebol mundial.
A preocupação aumenta porque o Maracanã receberá, nesta quinta-feira (22), o confronto entre Flamengo e Estudiantes, que definirá uma vaga na final da Libertadores. Mais de 70 mil ingressos já haviam sido vendidos antecipadamente para a partida.
O Consórcio Maracanã mobilizou equipes para realizar os reparos necessários e preparar o estádio para receber novamente o público.
O Flamengo afirmou confiar no trabalho dos profissionais responsáveis pela recuperação e destacou o esforço realizado durante a madrugada para restabelecer as condições de funcionamento do local.
Prejuízo ainda será calculado
Até o momento, não há uma definição oficial sobre como será feito o ressarcimento dos danos. A expectativa é que o Consórcio Maracanã contabilize os prejuízos e encaminhe os custos aos responsáveis, incluindo a possibilidade de cobrança ao Vasco.
Até a divulgação das informações citadas, o clube cruzmaltino não havia se manifestado sobre os atos de vandalismo registrados após a eliminação na Sul-Americana.
Além dos prejuízos materiais, a situação provocou preocupação com o prazo reduzido para a recuperação das instalações antes da partida decisiva da Libertadores.
Disputa judicial marcou a utilização do Maracanã
A realização de Vasco x Boca Juniors no Maracanã foi precedida por uma disputa judicial. Flamengo e Fluminense, responsáveis pela administração do estádio, eram contrários à utilização do local pelo rival naquela partida.
O Vasco recorreu à Justiça para conseguir jogar no estádio, chegando a considerar alternativas como o Estádio Nilton Santos, conhecido como Engenhão, ou uma praça esportiva fora do Rio de Janeiro.
A liberação definitiva ocorreu aproximadamente uma semana antes do confronto, após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto autorizou a realização da partida no Maracanã, considerando questões relacionadas à segurança pública e à estrutura disponível.
O Vasco também argumentou que já havia comercializado antecipadamente cerca de 46 mil ingressos e que São Januário não atendia à exigência da Conmebol de capacidade mínima de 30 mil espectadores para semifinais de suas competições.
Agora, além da eliminação esportiva, os danos registrados no Maracanã acrescentam um novo capítulo à relação conturbada entre os clubes e à discussão sobre a preservação do estádio.









