Crédito da Foto: Arquivo/Assessoria
A importância do cuidado com quem dedica sua rotina ao acolhimento e assistência foi o principal tema da roda de conversa “Diálogos com quem Cuida”, realizada nesta semana com colaboradores do Abrigo do Bom Jesus.
O encontro foi conduzido pelo publicitário e psicólogo Lieber Faiad, que destacou a necessidade de atenção à saúde mental dos profissionais que atuam na linha de frente do cuidado. Segundo ele, o momento foi de troca de experiências, reflexão e valorização do autocuidado como ferramenta essencial para o equilíbrio emocional.
“Foi uma tarde muito rica, de vivências e debates sobre desafios do dia a dia e estratégias de autoconhecimento. A equipe do Abrigo é formada por verdadeiros artistas do cuidado, e essa arte exige preparo e constante qualificação”, afirmou.
A atividade reuniu cuidadores de idosos, profissionais da limpeza e higienização, equipe administrativa, além da psicóloga da Fundação Ana Paula, do conselheiro e psicanalista voluntário Jamil Queiroz, do gestor operacional Emerson Cássio e da presidente da instituição, Márcia Ferreira.
Durante o encontro, Márcia destacou a importância de identificar e gerenciar fatores que podem levar ao adoecimento mental, como sobrecarga emocional, estresse ocupacional, exaustão e conflitos no ambiente de trabalho.
Segurança e saúde mental
Desde 2023, o Abrigo do Bom Jesus desenvolve o projeto “Cuidar de Quem Cuida”, com ações voltadas ao bem-estar emocional, prevenção do burnout, escuta qualificada e apoio psicológico aos colaboradores. A iniciativa busca fortalecer a saúde mental dentro da instituição, mesmo diante das limitações financeiras de uma entidade filantrópica.
O Núcleo de Saúde Mental do abrigo oferece atendimento gratuito diário aos colaboradores e, em horários específicos, também aos familiares, com acompanhamento do psicanalista Jamil Queiroz e da psicóloga Ana Paula.
As ações estão alinhadas às exigências da atualização da NR-1, norma que estabelece diretrizes de segurança e saúde no trabalho no Brasil e que, desde maio de 2026, passou a reforçar a obrigatoriedade da inclusão de riscos psicossociais na gestão ocupacional.









