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O modelo do Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, serviu de inspiração para que o Rio de Janeiro planeje a construção de um parque com autódromo, iniciativa que contará com participação da iniciativa privada local.
O prefeito Eduardo Paes sancionou a Lei Complementar 273/2024, que estabelece a criação de um novo autódromo na cidade após 12 anos sem uma pista destinada às competições automobilísticas.
O equipamento será erguido em Guaratiba, zona Oeste, em área próxima ao terminal de BRT Mato Alto, entre a Avenida Dom João VI e a Estrada da Matriz.
A proposta, de autoria do Executivo municipal, passou por reuniões e audiências públicas e prevê a Operação Urbana Consolidada (OUC), mecanismo legal que possibilita captar recursos por meio da Transferência do Direito de Construir (TDC). Na prática, a capacidade construtiva não utilizada na área do autódromo poderá ser transferida para outras regiões da cidade, financiando o projeto.
Emendas aprovadas pela Câmara Municipal preveem que parte dos recursos seja destinada a melhorias no trânsito das regiões beneficiadas pela TDC, além da reserva de dois lotes no autódromo para a construção de uma escola e de uma área pública de esporte e lazer.
Carlo Caiado, presidente da Câmara de Vereadores, destacou os benefícios do empreendimento: “A cidade poderá receber competições nacionais e internacionais, funcionando também como parque com área de proteção ambiental. O autódromo trará desenvolvimento para a região, oferecendo novas oportunidades de lazer e esporte para os moradores da Zona Oeste”.
Impacto econômico
Segundo a Federação Internacional do Automobilismo, o setor movimenta mais de R$ 1 trilhão por ano no mundo. No Brasil, a Fórmula 1 trouxe R$ 1,6 bilhão à cidade de São Paulo em 2023, enquanto a etapa da Stock Car em Belo Horizonte gerou cerca de R$ 170 milhões em 2024. Com histórico de competições de motos, arrancada e outras modalidades, o Rio de Janeiro tem potencial para replicar esse impacto econômico.
Preservação ambiental
O autódromo ocupará apenas 2% da área total do parque, reservando 98% para preservação ambiental. O projeto prevê replantio de espécies nativas, recuperação de manguezal de 43 mil metros quadrados e instalação de painéis solares e iluminação LED. Também serão adotados sistemas de reúso de água e captação de água da chuva, tornando o empreendimento sustentável e alinhado à preservação de recursos naturais.









