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Nos treinos do sub-15 do Goytacaz, em Campos dos Goytacazes, Norte do Rio de Janeiro, Allanzinho se destaca não apenas pelo talento, mas também pela simpatia.
O menino cumprimenta presidente, treinador e companheiros com naturalidade, arrancando risadas e provocações no início das atividades. “Olha lá, ele chegou”, comentam, como se a presença dele fosse o sinal para começar o treino.
Quem vê pela primeira vez se surpreende: Allanzinho não tem os dois braços. Para vestir o uniforme, calçar as chuteiras e colocar o colete, ele recebe ajuda dos colegas, especialmente do melhor amigo Darlan. Para beber água, ele consegue sozinho, desde que alguém encha a garrafa antes.
O presidente do Goytacaz, Sérgio Alves, lembra do primeiro contato com Allanzinho, há dois anos, durante peneiras para a base. “Quando ele disse que queria jogar, eu até brinquei: ‘Vai jogar como, rapaz?’”, contou.
Mas quando a bola rola, tudo muda. No campo, Allanzinho domina o meio de campo, distribui passes, arrisca dribles e mostra porque é o camisa 10 do time. Sua habilidade e visão de jogo provam que suas diferenças físicas não definem seu talento — e sim a paixão e dedicação pelo futebol.









