A ex-jogadora da Seleção Brasileira de Basquete Feminino, Magic Paula, participou nesta quinta-feira (26), em Cuiabá, de um evento esportivo e comentou o debate que vem mobilizando Brasília sobre alterações na legislação tributária que atingem associações esportivas filantrópicas e entidades sem fins lucrativos.
O tema ganhou repercussão após discussões envolvendo vetos presidenciais e possíveis mudanças nas regras de tributação, com reflexos diretos sobre clubes que mantêm modalidades olímpicas e projetos sociais. Nos bastidores do esporte, dirigentes demonstram preocupação com o impacto financeiro das novas medidas.
Nos últimos meses, a discussão também alcançou o futebol, especialmente com o crescimento das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). No entanto, segundo a ex-atleta, o efeito nas modalidades olímpicas tende a ser ainda mais sensível. Um dos exemplos citados é o Clube de Regatas do Flamengo, que iniciou a dispensa de atletas em determinadas modalidades, alegando dificuldades para manter equipes diante do novo cenário fiscal.
Para Magic Paula, o momento exige cautela e principalmente diálogo entre governo e entidades esportivas.
“A gente sabe que o país precisa arrecadar, mas tirar de um setor que muitas vezes já enfrenta dificuldades é algo que precisa ser discutido com cuidado. Já existe uma mobilização das entidades esportivas, inclusive com reunião em Brasília, para rever essa tributação”, afirmou.
A ex-jogadora destacou que o esporte vai muito além do alto rendimento e possui papel essencial na transformação social, sobretudo em projetos de base.
“Eu acredito no diálogo. Nada que é imposto funciona bem. O esporte é uma ferramenta poderosa de transformação social e precisa ser compreendido dessa forma pelos governantes”, declarou.
Magic Paula também chamou atenção para a realidade financeira da maioria dos atletas brasileiros. Segundo ela, a percepção pública costuma se concentrar nos casos de sucesso e grandes salários, mas a base esportiva enfrenta desafios constantes para se manter ativa.
“Quando falamos de esporte, muitos pensam apenas no alto rendimento ou em atletas que ganham muito. Mas a grande maioria está começando, tentando se firmar, e tem renda muito limitada. É por isso que acredito que o caminho é conversar para encontrar uma solução equilibrada”, concluiu.
O debate segue em pauta em Brasília e deve continuar mobilizando dirigentes, atletas e representantes do setor nos próximos meses.
Com informações: 24 Horas MT









