Crédito da Foto: Arquivo/Assessoria
A Liga de Judô de Mato Grosso (LJMT) comemorou, na última quarta-feira (27), 26 anos de fundação. Criada em 27 de maio de 2000, na cidade de Tangará da Serra, a entidade se consolidou ao longo dos anos como uma das principais incentivadoras da modalidade no estado, reunindo atualmente cerca de 1,2 mil atletas filiados em municípios como Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande, Querência e Santo Antônio do Leverger.
A criação da liga ocorreu em um período de insatisfação de professores de judô ligados à Federação Mato-Grossense de Judô, que defendiam uma nova proposta de gestão para a modalidade no estado. Segundo Robério Libanio Duarte, presidente da entidade entre 2009 e 2025, o objetivo era construir uma organização pautada pela transparência, democracia e valorização do judô como instrumento de transformação social.
Para colocar o projeto em prática, professores e atletas graduados romperam com a antiga estrutura federativa, abrindo mão de registros, títulos e credenciais conquistados ao longo dos anos.
A primeira diretoria da Liga de Judô de Mato Grosso teve como presidente o professor Arão Bastos Ormond, responsável pela gestão entre 2000 e 2003. Depois dele, a entidade foi conduzida pelos professores Fábio Yegros Pereira (2003–2005), Manao Ninomya (2005–2008), Carlos Fernando Pereira (2008), Robério Libanio Duarte (2009–2025) e atualmente por Ernesto Soares Guimarães, presidente da gestão 2025–2028.
Logo nos primeiros anos, a liga conquistou grande adesão com a implantação do projeto “Judô em Ação, Arte e Filosofia”, desenvolvido em 36 escolas estaduais de Mato Grosso. A iniciativa foi implantada pela Secretaria de Estado de Educação durante o governo de Dante Martins de Oliveira, com apoio do então secretário Carlos Nascimento.
O projeto utilizava o judô como ferramenta educacional para combater a evasão escolar, fortalecer valores disciplinares e melhorar a relação entre estudantes, pais e professores dentro das escolas.
Apesar dos resultados positivos, mudanças administrativas no Governo do Estado interromperam o programa, provocando o encerramento dos contratos dos profissionais ligados à iniciativa. Sem estrutura financeira própria, muitos professores acabaram se afastando da entidade.
Mesmo diante das dificuldades, a Liga de Judô de Mato Grosso permaneceu ativa graças ao trabalho de professores que mantiveram academias particulares e continuaram promovendo o esporte de forma independente.
A partir de 2019, a entidade iniciou um processo de reestruturação administrativa e esportiva, retomando o projeto “Judô em Ação, Arte e Filosofia” em parceria com secretarias municipais de Educação e Esporte, além da iniciativa privada.
Segundo a direção da liga, a nova fase prioriza não apenas o desempenho esportivo, mas também a formação humana e os princípios filosóficos idealizados pelo mestre Jigor? Kan?, criador do judô.
Com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer e de secretarias municipais, a liga voltou a promover importantes eventos esportivos no estado. Nos dias 1º e 2 de maio deste ano, Tangará da Serra sediou o Campeonato Brasileiro das Ligas de Judô das regiões Norte e Centro-Oeste, reunindo 368 atletas. Em outubro de 2024, Rondonópolis também recebeu a competição, com a participação de 298 competidores.
Para os dirigentes da entidade, o maior objetivo do trabalho vai além da formação de campeões. A proposta é utilizar o judô como ferramenta de cidadania, incentivando valores como disciplina, respeito, ética e responsabilidade social entre crianças, jovens e adultos.









