Crédito da Foto: PaulaReis/Flamengo
A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta terça-feira (16), a suspensão da Torcida Jovem do Flamengo de todos os eventos esportivos por um período de dois anos. A decisão foi proferida pelo Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, após a não homologação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público. A organizada havia retornado aos estádios em 31 de agosto.
Entre os fatores que pesaram contra a torcida, estão registros de tumultos, pichações, atos de vandalismo, depredação da estação da Supervia, invasões à linha férrea, tentativa de entrada no Maracanã sem ingresso e denúncias de roubos a ambulantes no setor Norte do estádio.
A Polícia Militar também relatou ocorrências de integrantes uniformizados da organizada surfando em ônibus na Cidade de Deus e em Niterói, além de brigas na Avenida Brasil, próximo a São Cristóvão. O Bepe ainda registrou agressões contra torcedores do Vasco em um bar na Rua Alfredo Valadão, em Copacabana. Diante desses episódios, a Justiça encaminhou ofício à Procuradoria de Tutela Coletiva, citando também episódios de violência envolvendo torcidas do Vasco e do Botafogo.
O advogado da Torcida Jovem, Clhysthom Thayllon, criticou a decisão e afirmou que a organizada sofre perseguição ao longo dos anos.
“Passamos o ano inteiro em reuniões com o BEPE para colaborar na solução de problemas e cumprimos todas as exigências do TAC. No retorno ao estádio, em 31 de agosto, houve algumas ocorrências, mas nada fora do comum, e a diretoria ajudou a identificar os responsáveis. Mesmo assim, o BEPE solicitou suspensão de 30 dias, o MP pediu 60, e, sem direito de defesa, foi aplicada a punição de dois anos”, declarou.









