Crédito da Foto: Vítor Silva/Botafogo
O empresário John Textor foi afastado do comando da SAF do Botafogo de Futebol e Regatas por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas (FGV), anunciada nesta quinta-feira. O caso ainda será reavaliado na próxima quarta-feira, quando as partes envolvidas deverão se manifestar.
De acordo com os três árbitros responsáveis pelo julgamento, decisões recentes tomadas por Textor apresentam potencial de causar prejuízos significativos aos acionistas e também à torcida do clube. Diante disso, o afastamento imediato foi determinado após solicitação da Eagle Bidco.
Entre os principais pontos que motivaram a decisão está a iniciativa de dar entrada em um processo de recuperação judicial da SAF sem a aprovação em assembleia de acionistas, o que, segundo o tribunal, fere as normas de governança da sociedade. Outro fator destacado foi a assinatura de um contrato que transfere a participação societária da Eagle Bidco na SAF para uma empresa sediada nas Ilhas Cayman, ação considerada irregular pela parte contrária.
A decisão foi assinada pelas árbitras Adriana Braghetta, Alina de Miranda Valverde Terra e pelo árbitro Lauro da Gama e Souza Júnior. Até o momento, nem a SAF do Botafogo nem o clube associativo se pronunciaram oficialmente.
Além disso, a Assembleia Geral Extraordinária que aconteceria na próxima semana foi cancelada após a medida.
O cenário ocorre em meio a um conflito entre Textor e o fundo Ares, que financiou a aquisição do Olympique Lyonnais e não recebeu o valor de volta. Como garantia, ações da SAF do Botafogo foram envolvidas no acordo, permitindo ao fundo maior influência nas decisões da Eagle.
A disputa foi encaminhada à arbitragem após decisão judicial que extinguiu o processo na Justiça comum, determinando que o caso fosse resolvido no âmbito da FGV. Nesse modelo, as decisões têm caráter definitivo e não cabem recursos.
Desde que assumiu o controle do futebol do Botafogo, em 2022, Textor esteve à frente de conquistas importantes, como a Libertadores e o Campeonato Brasileiro de 2024. No entanto, nos últimos meses, a SAF enfrenta dificuldades financeiras e instabilidade administrativa.









