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Hoje nome presente na Seleção Brasileira e cotado para disputar a Copa do Mundo, o atacante Igor Jesus compartilhou uma história curiosa e marcante de sua infância em Cuiabá.
Em entrevista à TNT Sports, o jogador revelou que, no início da trajetória, chegou a se esconder de olheiros para não deixar o avô sozinho no trabalho em uma peixaria na capital mato-grossense.
Criado no bairro Praeirinho, Igor contou que o sonho de se tornar jogador profissional parecia distante naquela época. Ele começou em uma escolinha local e ganhou destaque em amistosos contra outras equipes da cidade.
Foi justamente em um desses jogos que surgiu a oportunidade de dar um salto na carreira. Uma escolinha com melhor estrutura, ligada a clubes italianos, se interessou pelo seu futebol e o convidou para um período de testes. Mesmo assim, a decisão não foi simples.
Na época, além de jogar bola, Igor ajudava o avô na peixaria e relutava em deixar o trabalho. A distância até o local dos treinos também pesava, já que o trajeto de ônibus levava cerca de 40 minutos.
O atacante revelou que chegou a evitar o contato com o olheiro responsável por levá-lo aos treinos. Em algumas ocasiões, ao ver o carro se aproximando, preferia se esconder para não sair de casa e continuar ajudando a família.
Apesar das dúvidas e dificuldades iniciais, Igor decidiu seguir no futebol — escolha que mudaria sua vida. Ao longo dos anos, construiu uma trajetória sólida e realizou o sonho de atuar em alto nível.
Caminho até a Seleção
Nascido em 2001, em Cuiabá, Igor Jesus iniciou a carreira no futebol local antes de se transferir para as categorias de base do Coritiba, onde estreou como profissional em 2019.
Depois, ganhou projeção nacional defendendo o Botafogo, com atuações de destaque e gols importantes, inclusive em competições internacionais. O bom desempenho o levou à Seleção Brasileira, onde balançou as redes logo em sua estreia nas Eliminatórias.
O crescimento no futebol abriu portas na Europa, e o atacante acabou negociado com o Nottingham Forest. Mesmo vivendo o auge da carreira, Igor não esquece as origens e frequentemente relembra os tempos em que dividia o sonho do futebol com o trabalho ao lado do avô em Cuiabá.









