Crédito da Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, apresentou na noite desta terça-feira (23) o balanço financeiro e a prestação de contas referentes ao primeiro ano de sua gestão à frente do clube. A exposição dos números ocorreu em um encontro com sócios rubro-negros, realizado no salão nobre da Gávea. Embalada por uma temporada histórica dentro de campo, encerrada com os títulos do Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Libertadores, a gestão registrou uma arrecadação superior a R$ 2 bilhões.
Durante o evento, Bap destacou o salto financeiro alcançado pelo Flamengo em apenas um ano, comparando o crescimento do clube ao faturamento total de grandes equipes do país. Segundo o dirigente, mesmo em um cenário sem conquistas esportivas, o Rubro-Negro manteria uma arrecadação robusta, o que demonstra a solidez do modelo de gestão adotado.
“O São Paulo, em 2024, teve faturamento de R$ 761 milhões. Nós crescemos, em um único ano, o equivalente ao faturamento de um clube desse porte. Se o Flamengo não ganhar nada em 2026, ainda assim fatura cerca de R$ 1,4 bilhão. O orçamento do Palmeiras gira em torno de R$ 1,2 bilhão. Temos caixa saudável, margem acima de 30% e muito espaço para crescer. Se voltarmos a ganhar, essa margem pode chegar a 40%. O Flamengo caminha para se tornar um gigante das Américas do ponto de vista econômico”, afirmou o presidente.
Investimentos no mercado
Com o recorde de receitas, a tendência é que o Flamengo eleve os investimentos nas próximas janelas de transferências. Bap lembrou que, no início do ano, o clube investiu cerca de R$ 300 milhões em contratações, valor inferior ao de concorrentes diretos, como o Palmeiras, que chegou a gastar R$ 700 milhões.
Diante disso, o dirigente garantiu que o cenário será diferente daqui para frente. “Vamos ajustar essa rota e não vamos permitir que nenhum clube gaste mais do que o Flamengo no Brasil em nenhuma janela. Hoje temos recursos para isso. Errar faz parte do processo, mas dinheiro não é o problema. O que não podemos é perder competitividade financeira”, disse, em tom bem-humorado.
Meta global
Para encerrar, Bap reforçou a ambição de colocar o Flamengo entre os maiores clubes do mundo também fora de campo. De acordo com ele, o Rubro-Negro deu um salto significativo no ranking global de faturamento e agora mira voos ainda mais altos.
“Há um ano, estávamos por volta da 27ª posição mundial em faturamento. Hoje, acredito que estejamos próximos do 16º lugar. O objetivo é chegar ao Top 10. Se não der, ficamos no Top 15, o que já seria extraordinário”, concluiu.









