Crédito da Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
A semana que expôs o excesso de confiança de alguns favoritos no futebol sul-americano terminou com mais uma decepção. O Flamengo empatou por 0 a 0 com o Estudiantes, voltou a ficar sem balançar as redes no confronto e acabou eliminado na disputa por pênaltis. O resultado colocou em xeque o discurso antecipado de vitória que acompanhava o Rubro-Negro antes da decisão.
Depois de dois empates sem gols, a classificação foi definida nas cobranças da marca da cal. Jorginho desperdiçou sua oportunidade, e o goleiro uruguaio Muslera apareceu como protagonista ao defender também a cobrança de Lucas Paquetá. Cetré, pelo lado argentino, mandou por cima do gol, mas o Estudiantes conseguiu aproveitar melhor os momentos decisivos e garantiu a classificação.
Dentro de campo, o Flamengo teve mais iniciativa e conseguiu construir algumas oportunidades, mas esteve abaixo do rendimento que costuma apresentar. A equipe comandada por Leonardo Jardim encontrou dificuldades para transformar o domínio em gols, mesmo depois de ganhar uma vantagem numérica ainda no início da etapa final.
Aos quatro minutos do segundo tempo, Baltasar Rodríguez recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando o Estudiantes com dez jogadores. A partir daí, os argentinos precisaram redobrar os esforços defensivos para segurar a pressão brasileira durante os 45 minutos finais.
A oportunidade mais clara do Flamengo surgiu aos 36 minutos. Plata apareceu para cabecear e exigiu uma grande defesa de Muslera, que evitou o gol rubro-negro. Antes disso, Pedro havia finalizado cruzado, mas Carrascal não conseguiu alcançar a bola para completar a jogada.
Na tentativa de encontrar o caminho da classificação, Leonardo Jardim colocou mais atacantes em campo e promoveu o retorno de Arrascaeta, que voltou a atuar três semanas depois de passar por uma cirurgia no pulso. As mudanças, porém, não foram suficientes para superar a resistência argentina.
Embora tenha sido superior ao Estudiantes em boa parte do confronto, o Flamengo não apresentou o futebol esperado para uma decisão desse tamanho. A equipe teve mais posse, pressionou e criou oportunidades, mas faltou eficiência justamente no momento em que precisava transformar a superioridade em vantagem no placar.
A eliminação também encerrou uma semana marcada por resultados que contrariaram as expectativas em torno de equipes consideradas favoritas. Depois da queda do Vasco e de classificações conquistadas por Atlético e Palmeiras mesmo com derrotas, o Flamengo entrou para a lista de decepções ao não conseguir superar o Estudiantes.
No fim, a partida deixou uma lição conhecida no futebol: favoritismo não garante classificação. O Flamengo teve a oportunidade de resolver o confronto durante o tempo regulamentar, inclusive com um jogador a mais, mas esbarrou na defesa argentina e nas próprias limitações nas cobranças de pênaltis. Para quem já tratava a vaga como certa, a eliminação tornou o discurso do “já ganhou” ainda mais difícil de sustentar.









