Crédito da Foto: Reprodução/FIFA
A campanha decepcionante da Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2026 provocou uma série de desdobramentos fora dos gramados. A eliminação ainda na fase de grupos colocou o ex-treinador Hong Myung-bo no centro de uma crise que envolve ameaças de morte, protestos de torcedores e uma investigação sobre sua contratação para comandar a seleção nacional.
A seleção sul-coreana encerrou sua participação no torneio sem conseguir avançar à fase eliminatória. A equipe venceu apenas uma partida, diante da Tchéquia, e sofreu derrotas para México e África do Sul, ficando fora da disputa tanto pelas vagas diretas quanto pela classificação entre os melhores terceiros colocados.
Neste domingo, uma publicação feita na internet chamou a atenção das autoridades ao ameaçar diretamente Hong Myung-bo. Na mensagem, o autor afirmava ter a intenção de atacar o ex-treinador durante a chegada da delegação ao Aeroporto Internacional de Incheon.
“Assumirei a responsabilidade e matarei Hong Myung-bo”, dizia a postagem.
As forças de segurança iniciaram imediatamente as investigações para identificar o responsável pela ameaça. Como medida preventiva, o esquema de segurança será reforçado nesta terça-feira (30), data prevista para o desembarque do treinador e de oito atletas da seleção em solo sul-coreano.
A repercussão negativa em torno do ex-comandante da equipe não se limita às redes sociais. Segundo relatos divulgados pela imprensa local, comerciantes também passaram a demonstrar publicamente insatisfação com o treinador. Um estabelecimento na cidade de Anyang afixou um aviso proibindo sua entrada, situação semelhante à registrada em um restaurante localizado em Gimje.
Além das ameaças, Hong Myung-bo também se tornou personagem central de uma investigação relacionada ao processo de sua contratação para a seleção sul-coreana. De acordo com a Polícia Metropolitana de Seul, ao menos oito denúncias foram registradas questionando a legalidade da nomeação.
As autoridades agora analisam possíveis irregularidades envolvendo dirigentes da associação de futebol do país, incluindo o presidente da entidade e o diretor técnico responsável pelo processo de escolha.
As suspeitas ganharam força após uma decisão judicial apontar que a associação teria conduzido de forma inadequada os procedimentos que culminaram na contratação de Hong Myung-bo. Ídolo do futebol sul-coreano, ele disputou quatro edições consecutivas da Copa do Mundo como jogador, entre 1990 e 2002, antes de encerrar a carreira.
Na função de treinador, iniciou sua trajetória em 2009, à frente da seleção Sub-20. Posteriormente, assumiu a equipe principal em 2013 e retornou ao comando em 2024, permanecendo até a campanha frustrante no Mundial de 2026.









