Crédito da Foto: Arquivo / Assessoria
A goleada sofrida pela Seleção Brasileira diante da Argentina por 4 a 1, no Monumental de Núñez, colocou Dorival Júnior sob a maior pressão desde que assumiu o comando. O desempenho preocupante reacendeu os debates dentro da CBF sobre uma possível troca no comando técnico.
Carlo Ancelotti, nome que sempre esteve na mira do presidente Ednaldo Rodrigues, volta a ser cogitado. A dúvida entre os dirigentes da entidade gira em torno do momento ideal para tomar uma decisão, já que possíveis substitutos estarão envolvidos no Mundial de Clubes entre junho e julho.
O fraco desempenho da Seleção já vinha gerando discussões sobre o futuro da estrutura do futebol na CBF. A relação entre Dorival e Ednaldo Rodrigues, que nunca foi das mais próximas, ficou ainda mais fria nos últimos dias, intensificando as incertezas.
Data FIFA de março se torna decisiva
Após empates contra Venezuela e Uruguai, a Data FIFA de março já era vista como um ponto crucial para a avaliação do trabalho de Dorival. No entanto, Ednaldo priorizou questões políticas e garantiu sua reeleição na CBF às vésperas do clássico contra a Argentina.
O revés acachapante por 4 a 1 elevou a temperatura nos bastidores, colocando em risco a permanência do treinador. O presidente da CBF, que chegou a Brasília apenas na véspera do jogo contra a Colômbia, manteve distância do elenco e evitou comentários sobre a situação.
Nos bastidores, a incerteza sobre o futuro de Dorival coincidiu com o clima de celebração política dentro da entidade. Em entrevista recente, Ednaldo tentou se desvincular da crise técnica:
— A CBF oferece todas as condições necessárias para atletas e comissão técnica. Mas o resultado dentro de campo não está sob nosso controle.
Após a goleada, o presidente evitou a imprensa ao deixar o estádio:
— Amanhã eu falo.
Substitutos em pauta
A possibilidade de mudança no comando técnico trouxe de volta nomes como Ancelotti, que pode encerrar seu ciclo no Real Madrid. Filipe Luís, do Flamengo, também é visto como uma alternativa, além de Jorge Jesus, do Al-Hilal, e Abel Ferreira, do Palmeiras.
A decisão pode ser adiada para depois da Data FIFA de junho, quando o Brasil encara Equador e Paraguai. Ainda assim, a análise não se restringe apenas aos resultados, mas também à performance da equipe.
Clima pesado no vestiário
O ambiente após a goleada foi de abatimento entre jogadores e comissão técnica. A pressão vinda do Rio de Janeiro é sentida internamente, e Dorival Júnior demonstrou isso ao ser questionado sobre sua permanência:
— É uma situação que foge ao meu controle.
Com o desempenho instável, a Seleção encerrou esta Data FIFA na quarta posição das Eliminatórias, com 21 pontos, empatada com Uruguai (3º) e Paraguai (5º). O elenco volta a se reunir apenas em junho para os próximos desafios.
Desde que assumiu, em janeiro de 2024, Dorival comandou a equipe em 16 jogos, somando sete vitórias, sete empates e duas derrotas, incluindo a eliminação para o Uruguai nas quartas de final da Copa América. A pressão agora é maior do que nunca.









