Crédito da Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Dono da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço decidiu investir pesado no elenco e elevou de forma significativa a folha salarial do clube. Com as recentes contratações e renovações, os gastos mensais da Raposa já se aproximam dos valores desembolsados pelo Palmeiras, ficando atrás apenas do Flamengo no cenário nacional.
Atualmente, o Cruzeiro tem três dos cinco jogadores mais bem remunerados do futebol brasileiro. Matheus Pereira, Gerson e Gabigol recebem salários superiores a R$ 3 milhões por mês. À frente deles aparecem apenas Memphis Depay, com vencimentos em torno de R$ 6 milhões, e Neymar, que ultrapassa a marca de R$ 4 milhões mensais.
No caso de Gabigol, parte do custo é compartilhada com o Santos. Emprestado ao clube paulista, o atacante tem R$ 1,25 milhão de seu salário pago pelo Peixe, enquanto o Cruzeiro segue arcando com cerca de R$ 2,2 milhões mensais.
Matheus Pereira, por sua vez, teve uma valorização expressiva após renovar contrato. Antes com salário em torno de R$ 2 milhões, o meia passou a receber pouco mais de R$ 3,5 milhões mensais, já considerando as luvas. A extensão do vínculo afastou o interesse de rivais que monitoravam a situação do jogador, cujo contrato se encerraria em junho.
Outra grande aposta foi Gerson, contratado junto ao Zenit na maior negociação da história do futebol brasileiro, com valor fixo de 27 milhões de euros. Apesar de reduzir os ganhos em relação ao período na Rússia, o volante chegou a Belo Horizonte com vencimentos superiores a R$ 3 milhões por mês.
O aumento da folha salarial também reflete as renovações de Matheus Pereira e Kaio Jorge, além das chegadas de Gerson, Chico da Costa, Matheus Cunha e Neiser Villarreal. A mudança no comando técnico contribuiu para o crescimento dos custos, já que a comissão liderada por Tite é mais onerosa do que a de Leonardo Jardim, que deixou o clube no ano passado.
Outro impacto veio com a contratação definitiva de Fagner. O lateral teve seu salário reajustado de R$ 400 mil para R$ 600 mil mensais, enquanto o Corinthians passou a arcar com apenas R$ 200 mil.
Mesmo com a saída de Eduardo e Bolasie, que gerou uma economia aproximada de R$ 1,05 milhão por mês, o balanço final aponta um acréscimo superior a R$ 7 milhões mensais na folha, consolidando o Cruzeiro entre os clubes que mais investem no futebol brasileiro.









