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A Comissão de Ética do Futebol Brasileiro acolheu denúncias que apontam irregularidades no processo eleitoral da presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF). As acusações envolvem a chapa “Progresso no Futebol”, composta por Aron Dresh, Aluizio José Bassani e Geandre dos Santos Bucair, e incluem suposta fraude documental e falsificação ideológica.
Outra denúncia indica que presidentes de clubes associados à FMF teriam sofrido coação para apoiar a chapa no momento de receber a cota destinada pela organização. Segundo os relatos, os pagamentos só seriam liberados após a assinatura de um documento em favor da chapa “Progresso no Esporte” durante a eleição.
As denúncias vêm acompanhadas de áudios e mensagens autenticadas por Ata Notorial, que evidenciam supostos mecanismos de pressão para garantir que apenas a chapa “Progresso no Futebol” tivesse seu registro aprovado, impedindo a participação de outras chapas.
Após o recebimento da denúncia, a presidência da Comissão encaminhou o caso ao conselheiro da Câmara de Investigação, Júlio Gustavo Vieira Guebert, que adotará as medidas cabíveis. Os denunciados têm 15 dias para apresentar defesa.
Esta é a segunda denúncia relativa ao processo eleitoral da FMF acatada pela Comissão. Em julho, Aron Dresh já havia sido alvo de investigação administrativa por suposta infração ao Código de Ética e Conduta do Futebol Brasileiro (CECFB), ao manter vínculo com o Cuiabá SAF durante sua gestão na FMF, favorecendo o clube mato-grossense. A acusação também envolve familiares de Dresh, como Cristiano Dresch, atual presidente do Cuiabá SAF.
O caso reforça a importância do papel da Comissão de Ética, que em 2021 foi decisiva para o afastamento de Rogério Caboclo da presidência da CBF, após denúncias de assédio moral e sexual por parte de uma funcionária de confiança da entidade. A Comissão atua de forma independente, apurando e punindo infrações éticas no futebol brasileiro.









